Resistência em consulta de Psicoterapia, o que significa?

Tal como o nome indica, resistência é uma forma de demonstrar dificuldade em reagir, aceitar, é uma defesa interna. Pode ser demonstrada com pequenas acções, como as desmarcações de consulta em cima da hora ou marcar compromissos para essa mesma hora, entre outros. Por vezes, esses comportamentos são inconscientes, mas dificultam o processo terapêutico. Estes comportamentos poderão advir do facto de, na psicoterapia, se ir expor, a uma pessoa desconhecida, o que para nós é mais intimo e pessoal. Apesar da psicoterapia estar sujeita ao sigilo profissional, não é por isso que é menos difícil expor esses assuntos e que há mais facilidade em mudar. Mas por outro lado, há um desejo e uma expectativa de que nos arranquem aquela dor. Isto do lado do cliente é frustrante, porque não sente mudanças e está a dificultar o seu processo terapêutico, mas há também o lado do terapeuta e o impacto que causa no seu papel, o que causa também a “dita da frustração”.

E qual será a melhor postura para resolver esta resistência? Se esta experiência for demasiado dura, o cliente poderá nunca mais voltar, mas também pode provocar um ruído positivo e fazer com que este comece a estar “presente” na terapia. Cabe ao psicoterapeuta dar espaço ao cliente para que este se sinta confortável e com segurança para fazer a terapia, o que consome tempo, pois o timing do cliente tem que ser respeitado e ele tem que sentir isso. Por essa razão, as psicoterapias poderão demorar mais do que a expectativa inicial que o cliente tem de resolver os seus problemas e de se libertar daquilo que impede o seu desenvolvimento interno e o seu bem-estar.

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