Como lidar com um Narcísico?

Este transtorno reflete-se numa noção excessiva de auto-importância, preocupação extrema consigo mesmo, padrão excessivo de grandiosidade e falta de empatia com os outros. As principais características de um comportamento narcísico são: a sua necessidade de superestimarem as suas capacidades e exageram suas realizações, muitas vezes parecendo presunçosos ou arrogantes, a pessoa narcisista não consegue aceitar nem o sofrimento nem tristeza. Recentemente, psicólogos americanos, definiram o narcisismo em sete características: autoritarismo, superioridade, vaidade, exibicionismo, exploração dos outros, auto-suficiência, e pretensão a privilégios. Estes traços quando se apresentam de forma inadequada, podem-se tornar um transtorno mental. Inicialmente a pessoa narcisista é bastante cativante e atraente, mas a longo prazo, a sua personalidade pode tornar-se tóxica porque não só têm pouca preocupação com os sentimentos dos outros como tornam-se manipuladores. O Narcisista é um adulto com a mentalidade de uma criança (síndrome de Peter Pan que significa não querer crescer nem amadurecer, por isso ultrapassa ou supera a fase egocêntrica, narcisista e imatura das crianças), absorvido com as próprias necessidades, exigindo-as a todo custo, altamente auto-centrado, irritadiço, sem se importar com as consequências dos seus comportamentos nem tão pouco assume a responsabilidade dos seus atos. As maldades narcísicas não resultam de uma mente alienada, mas sim de uma racionalidade fria e calculista, “lobo em pele de cordeiro” ou seja, mostra o seu lado afetuoso para depois manipular.

Colega/Amigo de um Narcisista: O Narcisico nunca manterá em seu círculo de amizade alguém que descorde das suas opiniões e fantasias. O Narcisista tem uma visão bipolar, da vida em que tudo se divide em bem ou mal. Enquanto concordar e fizer o que o Narcisico exige, fica tudo tranquilo, se não embarcar, torna-se num objeto para descartar. A partir do momento em que uma pessoa de sua relação não tem mais nada a oferecer para o Narcisico, será posto de lado.

Narcisista no Trabalho: A verdade é crua da perversidade narcísica, ou seja, o Narcisico dá a unhada e esconde a unha, contorna e manipula as regras por se sentir superior a todas elas, e ainda faz troça de quem não concorde. No ambiente laboral, o Narcisico comete o que é conhecido como assédio moral no trabalho ou mobbing, um processo de desgaste da saúde psicoemocional e física da vítima por técnicas de manipulação, depreciação e intimidação. Um dos tabus que precisam ser quebrados é que o psicoterrorismo ou assédio moral no trabalho não é exclusividade do chefe autoritário, poderá ser de um colega com a mesa hierarquia.

Irmão de Narcísico: vangloria-se por ser mais velho, mais alto, mais bonito, mais extrovertido, mais inteligente, mais culto, mais rico, mais habilidoso, mais viajado; superior, uma carreira de maior prestígio social, filhos mais inteligentes ou bens materiais melhores, como carros ou casas. Como acontece com todo Narcísico, o seu autoritarismo tem só um caminho, ou seja, só ele tem o direito de dizer ou ofender, mas considera extremamente desrespeitoso quando é apontado em alguma situação, o que acarretará uma explosão de fúria narcísica, apontando com o dedo em resposta para o alvo.

Triade_da_Psicopatologia + psicopatia + narcisismo + Maquiavelismo.png

Genética do Narcisista nasce de algum antepassado e não necessariamente dos genes de pai ou mãe. Um dos estudos feitos refere a imaturidade psicológica por excesso de adulação, proteção e abundância, a preocupação maior é projetar o próprio ego e impor a sua vontade sobre tudo e sobre todos, sem respeito nem limites ao espaço do outro.


Traços psicológicos do narcisismo

i. Mania da grandiosidade

ii. Falta de empatia

iii. Necessidade permanente de atenção e adulação

iv. Mentira patológica

v. Inveja patológica

vi. Controle absoluto

vii. Incapacidade de manter intimidade e compromisso

viii. Desrespeito a limites e regras

ix. Manipulação e jogos mentais

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ATENÇÃO:

Não é abuso a vítima não perdoar o abusador.

Não é abuso a iniciativa da vítima de estabelecer limites ou distanciar-se de completo do abusador.

Estabelecer limites e evitar a contaminação narcísica não se trata de egoísmo, mas sim de autocuidado, preservação da sua auto-estima, amor próprio

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